Skip to content
Back to the articles
Public Policy

Uma empresa que cresce sem saber porquê

Between 2015 and 2024 the Portuguese State added over 90,000 people to its payroll. Hospital queues are as long as ever and schools are short of teachers. So where are they?

1 min read

This article is written in Portuguese.

Imaginem uma empresa que não sabe bem quantas pessoas trabalham para si e, mesmo assim, continua sempre a contratar. Todos os anos bate recordes de funcionários. Mas, apesar de ser a maior empresa do país, as pessoas queixam-se cada vez mais de que o serviço é lento, de má qualidade ou de que nunca há ninguém para atender.

O que acontecia a uma empresa destas no mundo real? Conseguia manter-se aberta? Ia à falência? Ou perdia os clientes para outras empresas mais bem organizadas?

Já todos perceberam de quem estamos a falar: do Estado Português. O Estado só não vai ao fundo porque, quando o dinheiro acaba, aumenta os impostos ou inventa taxas novas. E não perde os clientes porque não temos para onde fugir.

Os números oficiais não mentem: desde 2015, o número de trabalhadores do Estado nunca parou de crescer. Em 2021, bateu o recorde ao contratar mais 23 mil pessoas num só ano. Ao todo, entre 2015 e 2024, o Estado meteu mais de 90 mil trabalhadores nos seus quadros.

A pergunta que se impõe é simples: onde é que eles estão? Na saúde as filas continuam longas, nas escolas faltam professores e nos serviços públicos é um inferno conseguir um papel a tempo.

Nenhuma empresa sobrevive a contratar tanta gente sem melhorar o que entrega a quem paga a conta. É este o tipo de gestão que queremos continuar a pagar?